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Mostrando postagens com marcador Leandro Teixeira. Mostrar todas as postagens
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  O segundo domingo de dezembro foi escolhido para comemorarmos o Dia da Bíblia, este livro tão importante para nós, cristãos, que o temos como regra de conduta e fé. Quero, neste texto, trazer algumas reflexões sobre o livro inspirado.


A Bíblia é Sagrada?

Por vezes eu vi bíblias colocadas em pedestais, sendo beijadas, reverenciadas como são os ‘santos’ nas procissões. E é muito comum ver em alguns lugares a Bíblia aberta, especialmente no salmo 23, funcionando tal qual um amuleto. Usando a terminologia atual, um amuleto ‘gospel’ - seja a Bíblia, óleo ‘de unção’, meia ‘ungida’, pãozinho ‘consagrado’, em essência, nada difere de um galho de arruda, ou de um pé de coelho, uma figa ou uma daquelas carrancas que alguns colocam no jardim das casas. Será que algum crente pensa que estas coisas são defesas contra as ‘más energias’? Duvido muito; porém quando o objeto é uma Bíblia, o pensamento fica nebuloso.

Talvez você se apresse na resposta do subtítulo com um sonoro SIM. Mas não creio que o livro em si seja sagrado. Ele é apenas papel e tinta, às vezes encadernado numa bonita capa de couro e letras douradas. Mas é só isto. O livro não é digno de louvor, nem de adoração. Não é objeto de culto. Não tem unção especial. Não é santo. É apenas matéria. Ele não é Deus. A nossa relação (dos crentes) com a Bíblia não é a mesma relação que os muçulmanos tem com o Corão, por exemplo. Não desejamos a morte daqueles que destroem o livro que contém as instruções que seguimos.

O que é realmente sagrado numa Bíblia é aquilo que nela está escrito. As palavras que ali estão foram inspiradas pelo próprio Espírito Santo de Deus, para que aprendêssemos e obedecêssemos aos Seus mandamentos. Isto é o que realmente importa. Se muros ou paredes tivessem versículos bíblicos, os muros e paredes não se tornariam sagrados. Mas as palavras, estas sim, continuariam sendo divinas, não importando a mídia usada.


Recentemente, em um programa de entrevistas na TV, alguns convidados do apresentador declararam que utilizaram as folhas de papel da Bíblia para outros usos - fumaram maconha com elas. Tanto os convidados quanto o apresentador e a plateia se divertiram mediante esta outra utilidade do livro. Mas alguns evangélicos não acharam tão engraçado. Lançaram mão até de uma petição online - um abaixo-assinado - exigindo uma retratação das pessoas envolvidas, devido ao desrespeito ao ‘livro sagrado dos cristãos’.

Falando sério, qual é a surpresa em ver descrentes tratando assim a Bíblia? Se diariamente eles infringem um por um dos preceitos da lei, ignorando totalmente a glória do Senhor, porque esta decepção com as pessoas por tratar assim o livro onde estes preceitos estão escritos? Este é o modus operandi deles! Só porque eles são talentosos nas suas áreas profissionais? Isto significa absolutamente nada acerca de sua condição espiritual. Podem estar tão mortos espiritualmente como nós mesmos antes da conversão.

Podem me questionar dizendo que foi um desrespeito a Deus fazer tal coisa com a Bíblia, e é contra isto que a petição foi elaborada. Eu concordo que foi um ataque. Mas é apenas mais um desferido por quem nem Filho Dele é. Que Deus conceda o arrependimento a eles, pois não sabem o que fazem.
 
O que me deixa realmente indignado é a falta de leitura bíblica por parte dos próprios crentes. Se eles a tem por Palavra Inspirada, sagrada mesmo, não é maior pecado contra Deus ser negligente com a busca deste conhecimento? Os descrentes seguem o caminho do seu próprio pai, e fazem a sua vontade (João 8.44). Mas e o crente? Este sim deveria dedicar tempo e esforço em buscar compreender aquilo que nos foi revelado pelo nosso Pai.

De fato, a maior preocupação do cristão deveria ser zelar pelo conteúdo da Palavra de Deus, e não pelo meio físico usado para propagá-la. O maior cuidado deveria ser glorificar ao Criador e não ficar criando abaixo-assinados para restaurar os próprios orgulhos feridos.

Hoje temos um Dia da Bíblia. Mas quantos já a leram completamente, e manejam bem a Palavra da Verdade? O que é realmente sagrado para cada um de nós?



Que Deus te abençoe
Leandro Teixeira.




Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas (Deuteronômio 6:5-9)



A ordem

Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.

Como o Novo Testamento declara, o primeiro e maior mandamento é amar ao Senhor Deus sobre todas as coisas, com o todo o coração mas também com o entendimento.

Primeiro passo

“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração”

Ninguém dá a outro aquilo que não tem; portanto, a recomendação inicial é aprender a Palavra e entendê-la como mandamento do Senhor. Por ela o crente conhece as palavras de vida eterna e todo o necessário para viver reta e piedosamente. Ouvindo, e depois praticando o que aprendeu, é verdadeiramente guardar o que Deus diz (João 14.21).


Segundo passo

“e as ensinarás a teus filhos”

Você ama a Deus ouvindo Sua Palavra e a praticando. Tendo isto bem firme no seu coração, você ensinará aos seus filhos, seja com palavras, seja com o exemplo. Talvez você não tenha filhos naturais, mas pense nas pessoas a quem você quer evangelizar. Estas serão os seus “filhos e filhas na fé”.


Terceiro passo

“e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho”

Conversações sobre assuntos pertinentes à Deus não devem ser restritos apenas ao local de culto, mas deveria permear toda e qualquer situação cotidiana. Não estou advogando que o crente seja aquele chato que fale da igreja o tempo todo, ou que não tenha nenhum assunto a comentar além de conteúdo teológico. Não é isto. O que quero dizer é que o crente deve estar atento a tudo aquilo que o cerca para “reconhecer Deus em todos os seus caminhos”, seja em casa, na rua ou na igreja.


Quarto passo

“ao deitar-te e ao levantar-te”

Como garantir que o seu dia seja abençoado? Lembrando-se das promessas do Senhor logo pela manhã; meditando sobre a Sua lei, esperando em fé pelo cumprimento do que Ele prometeu; e à noite regozijar-se pela Sua fidelidade. Como diz o salmo: “Para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade” (Salmos 92:2).


Quinto passo

“Também as atarás por sinal na tua mão”

Tudo aquilo a que dedicamos esforços, os nossos projetos e atividades devem conformar-se à vontade do Senhor declarada em Sua Palavra. Em tudo que tu colocares a sua mão, leves em oração ao seu Senhor. Antes de qualquer empreitada, o “sinal na tua mão” sempre te lembrará da vontade de Deus, e conformará a tua atitude diante dos desafios e escolhas que lhe forem propostos.


Sexto passo

“e te serão por frontais entre os teus olhos”

O mandamento do Senhor é bom e livra da morte; a Palavra ilumina o caminho daqueles que a prescrutam e a obedecem. É bom que a Lei de Deus esteja sempre diante dos nossos olhos. Assim, permitimos que a Palavra nos limpe e nos purifique, servindo como um guia, focando nossa visão Naquele que tem poder para salvar completamente. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz (Mateus 6:22).

Sétimo passo

“e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas”

Portas e janelas são acessos para outros ambientes. É extremamente importante para o crente que estes novos lugares sejam abertos debaixo da aprovação do Senhor. Pois o Senhor é Aquele que abre portas que ninguém consegue fechar, e fecha aquelas que ninguém consegue abrir. Assegure-se de que as oportunidades que aparecerem a ti sejam, de fato, caminhos de benção, e não de maldição. A Palavra do Senhor é poderosa, e dá discernimento aos simples.


Conclusão

Portanto, o nosso amor a Deus é declarado quando ouvimos a Sua Palavra, e então a praticamos, considerando-a em nosso caminho e viver diário, como um grande luminar que é capaz de mostrar o caminho mais elevado para o coração do nosso Pai.


Que Deus te abençoe
Leandro Teixeira.

Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. (João 1:40)


 Numa família, ninguém é igual. Um é extrovertido, o outro é tímido. Um gosta de esportes, outro de literatura. Um é mais independente, outro é carente. Um tem temperamento explosivo, enquanto o outro é mais dócil. É esta diversidade que faz com que os laços familiares se fortaleçam, no afã de prover e proteger o outro que é seu irmão, pai, mãe ou filho. Isto é amor familiar.

Quando Jesus escolheu seus discípulos, dois deles eram da mesma família: os irmãos Simão Pedro e André. Dentro do desenvolvimento da história do ministério terreno de Cristo, vemos a participação ativa de Pedro em vários momentos, mas a de André foi diferente. No Novo Testamento, ele aparece apenas em 12 passagens. E em muitas delas é referenciado como o “irmão de Pedro”.

Acho que deve ser meio chato ser lembrado apenas como o “irmão do fulano”. O apóstolo Pedro, hoje, todo mundo sabe quem é e o que fez, mas do seu irmão, André, sabemos muito pouco. Mas é sobre este homem, um dos apóstolos do Senhor, de quem vou falar.

Pedro e André eram pescadores; provavelmente ambos ouviram quando João Batista pregou sobre o arrependimento e o viram batizar com água. Desde então, André tornou-se discípulo de João e aguardava a chegada do Messias segundo o testemunho dele.

Quando João Batista mostrou que Jesus era o Messias esperado, André foi até a casa que dividia com Pedro e disse a este que havia encontrado o Cristo (João 1.41). Levou-o até Ele. A Bíblia não cita nenhuma pregação pública que André tenha feito, mas registra este testemunho particular vivo e eficaz que fez o seu irmão tornar-se um dos discípulos do Senhor Jesus.

Pedro também fez milagres. Talvez André tenha feito os seus, mas as escrituras silenciam sobre isto. Contudo sabemos da participação dele no milagre da multiplicação dos pães e peixes (João 6.9). Quando todos em volta afirmavam o óbvio - estamos num deserto, não temos dinheiro, não há alimento para todo este povo - André achegou-se ao Senhor e lhe trouxe o garoto que tinha só uns pãezinhos e uns peixes pequenos. Ele sabia o que os outros sabiam, mas também sabia que se alguém poderia ter uma solução, este alguém era Jesus. O resto da história vocês já sabem.

André foi um discípulo discreto e humilde. Não o vemos se envolvendo em discussões sobre quem era o maior (Mateus 9.34), nem pedindo que descesse fogo do céu para exterminar os incrédulos (Lucas 9.54), nem mesmo desembainhando a espada para defender Jesus (Marcos 14.47). Antes o vemos fazendo pequenas coisas, sempre acompanhando de perto as palavras e as ações do seu Senhor (Marcos 13.3), vivendo piedosamente e levando as pessoas à sua volta a ter um encontro com o Salvador (João 12.22).


Da mesma forma, hoje há na igreja alguns Pedros, alguns Paulos, mas um sem-número de Andrés. Deus foi glorificado pela vida do “irmão de Simão Pedro” no ministério terreno de Jesus. Igualmente, o Senhor é glorificado diariamente pela vida dos nossos irmãos que, embora não se envolvam tanto com o ativismo, são semelhantes ao apóstolo André, que não ostentava títulos, nem reivindicava honras, nem posições, mas apenas se colocava como bom e fiel servo diante do seu Senhor.



Que Deus te abençoe.
Leandro Teixeira.


Uma das primeiras coisas que todo cristão sabe (ou deveria saber) é que somos peregrinos nesta terra. Nossa cidadania é celeste; não temos herança neste mundo. Vivemos o agora, mas com a firme expectativa do futuro que nos aguarda. Como disse o apóstolo Paulo, “viver é Cristo, e morrer é lucro” (Filipenses 1.21). Neste texto, veremos o que a Bíblia fala para dar sustentação a esta declaração de Paulo.



A cidadania celestial é a fonte de verdadeira alegria

Lucas 10 narra um acontecimento interessante na vida dos discípulos de Jesus. Eles estavam vindo da sua primeira missão evangelística e traziam relatórios positivos sobre suas atividades. Eles se alegraram muito porque mesmo os espíritos maus se submetiam às suas ordens. Jesus os ouviu, mas depois fez uma consideração muito importante sobre a fonte do contentamento deles. A alegria deveria estar em ter seus nomes escritos nos céus – serem salvos – , e não porque tinham poder.

De fato, os cristãos tem um grande poder em suas mãos: o de serem filhos de Deus (João 1.12). E este poder reside no fato de que o Espírito Santo de Deus habita dentro de nós nos guiando (Rom 8.12) e intercedendo por nós junto ao Pai (Gal 4.6; Rom 8.26). Contudo, devemos ter prazer na lei do Senhor, e na beleza da Sua glória. Nosso gozo deve ser glorificar o Senhor em tudo o que fazemos (1 Coríntios 10:31;Salmos 37.4).



A cidadania celestial garante exaltação futura

No tempo atual, os crentes passam por dificuldades. Na verdade, aqueles que são da fé frequentemente passam por grandes provações. Como diz o livro de Hebreus (12.4-6), Deus açoita aqueles que Ele ama. Não parece ser motivo nenhum para alegria, mas estes sofrimentos são necessários para desenvolvimento de cada crente (12.11). No entanto, no Dia da Ceia do Cordeiro, para a qual todos os santos serão chamados, seremos agraciados com  alegrias e prazeres sem igual. E quando chegarmos finalmente à glória, Cristo nos apascentará e nos guiará para as fontes da vida, e nunca mais teremos fome ou sede; antes, a nossa alma será saciada  com plenitude de alegria e com prazeres que nunca vão terminar (Ap.7.16). Esta é uma das grandes verdades do evangelho: se agora, neste mundo, somos como mendigos no monturo, estaremos entre os príncipes, em tronos, reinando juntamente com Cristo (1 Samuel 2.8; Mateus 19.28).

A cidadania celestial é residência permanente

Jesus não tinha onde recostar a cabeça; e assim são muitos crentes. Deus não promete que todo crente será rico; aliás, parece que a riqueza material por vezes torna-se um forte impeditivo para a entrada no reino (Mar 10.23). Somos instados a acumular riquezas no céu, e não na terra (Mat 6.19-20). O reino de Cristo não é deste mundo; e assim nós também não somos daqui. A oração em João 17 fala sobre isto. Mas os crentes têm uma herança nos céus. Jesus falou que no Reino de Deus há muitas moradas, e que ele iria preparar-nos um lugar, como está registrado em João 14.2 . Nossa pátria é celestial e ela será grande o suficiente para receber tanto os santos anjos, os nossos antecessores na fé, todos os que agora creem e os que ainda vão crer: sem dúvida, será uma grande multidão, que ninguém poderá contar (Ap. 7.9).
  

 A cidadania celestial proporciona gloriosa herança

Deus tem preparado desde antes da fundação do mundo o nosso destino. Ele nos regenerou para uma viva esperança: para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, que está reservada no céu para nós (1Pe 1.3-9). Para isto, Deus nos guarda, por meio da fé –  seu dom gracioso – com poder, nos edificando na santidade e iluminando os nossos olhos para as riquezas da sua glória, as quais são herança dos santos (Efésios 1.18). Esta é a nossa esperança: a de termos os nossos nomes no Livro da Vida do Cordeiro escritos com uma tinta indelével!

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas (Filipenses 3:20-21).


Que Deus te abençoe.
Leandro Teixeira.




Graça e paz a todos os filhos de Deus que leem este blog. É com alegria no coração que inicio a minha participação neste novo projeto de divulgação do Evangelho pela Internet, juntamente com outros 5 companheiros de peregrinação nesta terra. Oro para que Deus nos use como seus instrumentos escrevendo sempre para a edificação da igreja, para o louvor e glória do Seu Nome.

Meu primeiro texto aqui no SerCristãoÉ trata do primeiro evento que ocorre com cada cristão: a transformação. Podemos desdobrar este evento em alguns tipos, que descreverei abaixo.


Transformação do coração
A Bíblia nos ensina que ninguém se converte por vontade própria. Antes, Deus precisa renovar o nosso coração. Teologicamente, esta ação é chamada de regeneração. Quando falamos em “coração”, tratamos da origem dos nossos desejos, aquela que nos motiva a fazer as escolhas que fazemos. Por herdar a natureza pecaminosa de Adão, nosso coração natural é incapaz de fazer o bem. Quando Deus converte, Ele transforma o nosso interior e, a partir daí - e somente a partir daí - podemos fazer aquilo que agrada a Deus (Hebreus 11.6). O espírito que estava morto renasce - o que Jesus chama de “nascer de novo”.

Então podemos discernir, finalmente, as coisas do espírito (1 Coríntios 2.14). Temos uma vontade que quer acima de tudo agradar a Deus, a quem agora podemos chamar de Pai (Romanos 8.15). A lei do Senhor está gravada dentro de nós (Jeremias 31.33).
 
Transformação da mente


É importante saber que antes da conversão éramos, como os demais, alvos da ira de Deus (Efésios 2.3). Com justiça, pecamos deliberadamente, em rebeldia ao pai, e responderíamos por cada pecado compulsoriamente. Contudo, por causa de Jesus Cristo, somos declarados justos e santos perante Deus quando somos convertidos. Não por que em nós haja pureza, mas é que a nossa dívida foi paga na cruz. Quando dizemos que alguém é santo diante de Deus, é porque o Senhor vê a obra de Cristo, e não a nossa. Jesus é o mediador da Aliança entre Deus e os homens. Toda a obra está consumada: Deus não nos cobrará novamente por aquilo que já foi pago no Calvário.

Entretanto, a conversão é apenas o começo da vida espiritual. Do ponto de vista da eternidade, é um ato importante, mas não é o principal; assim como todos se alegram com a chegada de um bebê, mas ninguém quer que ele seja eternamente uma criança. Precisamos crescer. Nossos pés ainda estão sujos com a lama do pecado. Agimos bem diferentemente da maneira proposta pela Palavra. Eis que para isto vem o Espírito Santo de Deus: além de testemunhar para nós mesmos, assegurando que somos filhos de Deus apesar de nossas falhas e fraquezas, age pedagogicamente com a sua função magisterial. Ela nos ensina toda a verdade de Deus (João 16.13). Através da Palavra de Deus, a Bíblia, somos instruídos na justiça, renovando nosso entendimento (Romanos 12.2). É obrigação de cada crente buscar o entendimento das escrituras; pois somos “lavados” pela Palavra (João 15.3). Manejando bem a escritura, teremos condições de discernir as coisas santas e as pérolas (Mateus 7.6), bem como nos desviar de falsos profetas e ventos de doutrina (Efésios 4.13-14). Somos exortados a amar a Deus não só em sentimento e atitudes, mas em entendimento (Mateus 22.37).

Transformação do comportamento

No mesmo passo, o coração é regenerado e a fé é despertada. Se temos aquela fé dada por Deus, é necessário que façamos boas obras (Tiago 2.17;26). Veja, quando Deus nos resgata, não importa o estado em que fomos encontrados; de fato, mesmo alguém manifestamente mau como um Hitler, por exemplo, pode ser alvo da graça salvadora de Deus. Contudo, nunca ficaremos do mesmo jeito após a conversão. Jesus ensinou exatamente isto quando falou dos ramos da videira. Se alguém está ligado à videira, obrigatoriamente gerará fruto (João 15). E isto é manifestado de várias maneiras, seja guardando os mandamentos, amando as pessoas, obedecendo a Deus ou fugindo do pecado. Observe se o fruto do Espírito está sendo desenvolvido em você: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5.22). Perceba que são nos momentos de dificuldade (e quando não há ninguém olhando) que se pode averiguar melhor se o comportamento de alguém é resultado de mudança interior ou apenas uma máscara hipócrita de falsa religião.



Transformação da sociedade

Se o comportamento do crente muda, tudo o que ele faz vai mudar também. Se ele é político, será um político que procura criar um projeto de governo pautado pelos princípios cristãos. Se for um artista, a sua obra refletirá o seu novo entendimento. Um empresário não utilizará meios duvidosos nos seus negócios. Se a vida em família era turbulenta, a paz e a compreensão devem começar a serem vistas neste lar. Um funcionário será um melhor funcionário do que era.

Os verdadeiros crentes mudaram a história: transformaram a dignidade e a santidade da vida humana; valorizaram as mulheres; estabeleceram instituições de caridade; transformaram a ética e a moralidade; estabeleceram fundamentos para as liberdades civis e criaram códigos de justiça para todos, não somente para os ricos; criaram universidades e incentivaram a educação para todas as pessoas; fundaram hospitais; lançaram as bases para o desenvolvimento da ciência e da medicina, criaram grandes trabalhos nas artes, música e literatura... entre muitas outras coisas. Foram o sal da terra e a luz do mundo (Mateus 5.13-14).


Nós somos peregrinos nesta terra. Mas enquanto estivermos aqui, nosso dever é fazer o quanto for possível o anúncio da chegada e dos valores do Reino de Deus. Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar (João 9:4).

Que Deus te abençoe.
Leandro Teixeira.


 
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