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Já vivi belos e intensos momentos de amizades, mas como todo mortal, já tive dolorosas experiências também. Após uma delas, afim de demonstrar meu desgosto, minha mágoa e minha profunda decepção, soltei rispidamente essa frase:
“A Amizade que eu acredito, não existe.”
E as promessas feitas? E os sorrisos compartilhados? E as lágrimas misturadas? Os segredos contados, os sonhos, o perdão, o amor, onde está o amor? Aquele que tudo espera, tudo suporta e tudo crê? Tive como resposta um denso silêncio, uma fria lacuna chamada ausência e uma única certeza: 
“A Amizade que acredito, não existe.”

Certa vez me perguntaram qual era o meu conceito de amizade e sem hesitar  eu repeti as palavras do filósofo Aristóteles:


“Amizade é uma alma em dois corpos.”

Deus é perfeito e Ele mesmo criou esse belo laço chamado Amizade. Mesmo que venha a tempestade marcada pelos ventos fortes, trovoadas, relâmpagos, raios, muitos estragos que tentam convencer  o contrário, para mim,  o significado dessa palavra continua puro, roubando um grande sorriso do meu coração e o fazendo transbordar. Não há como fugir, não há como discordar, essa amizade existe. Existe  hoje e existiu também na vida de Jônatas e Davi. Em I Sm 18 : 1 diz: “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; E Jônatas o amou como à sua própria alma.” Algumas traduções dizem que Jônatas o amou como amava a si mesmo. Esse é o amor que Cristo nos propõe.

Unir uma alma a outra é não se importar com os avessos do coração, sempre haverá um ponto de acordo. Não se importar com os desapontamentos, sempre haverá um ombro para recostar, um colo pra chorar e mãos para ajudar.
Amar como a própria alma é enxergar a beleza que existe dentro do outro, mesmo quando esta não é demonstrada e pode-se dizer: “Eu vejo o que você não diz. Eu sei quem você é. Eu Vejo você.” É enriquecer, aperfeiçoar, enobrecer. É confiar, unir emoções, servir com prazer e deixar que dois corações se unam formando um só, pois onde há unidade, ali o Senhor ordena a sua benção.

No coração de um verdadeiro amigo existe o zelo em não poupar a verdade, em não encobrir erros e nunca,  nunca faltar o perdão. Uma frase que muito me emocionou, foi dita, ironicamente, por um “burro” no filme “Shrek” em resposta a seguinte pergunta do Ogro: “Se eu te trato tão mal, por que você ainda está aqui? O Burro responde: “Porquê é isso que os amigos fazem. Eles se perdoam.” 
Um amigo não dirá “nunca”, porque as boas-vindas jamais acabarão. Aquele que está pronto para perdoar está pronto para viver uma vida inteira como amigo, porque em seu coração, nos pequenos e grandes detalhes, guardará esse amor que o mantém firme. Cristo nos ensina a perdoar 70x7, por isso, ouso dizer que,  Amigos são amigos para sempre, se o Senhor é o Senhor deles.

A indagação de um amigo não é se seus amigos são verdadeiros, mas se ele é um verdadeiro amigo. 
“Ser amigo”. Termo que talvez não possa ser definido e que palavras não podem expressar sua grandeza, mas pode ser vivido intensamente. Você pode  tornar-se o melhor amigo deixando que seus amigos encontre nos seus olhos, compreensão; encontre em seu sorriso, alento; encontre em você, um dar sem exigir, uma entrega sem calcular e uma espera sem se cansar. Encontre em você uma palavra amiga, daquelas que contêm calor para três invernos e não palavras que ferem como seis meses de frio rigoroso. O amigo sabe que as dívidas da amizade são impagáveis, mas que deve-se ao menos reconhecer o débito.

Quanto a mim, quero Cativar. Sentar-me cada dia mais perto de meus amigos. Ser paciente, fazer com que a vida deles se encha de sol e que conheçam um barulho de passos diferente dos outros. Entender que eles são únicos no mundo e que eu tenho necessidade de cada um. Guardar comigo o segredo de que o essencial é invisível aos olhos e que o tempo que eu perdi com eles é que os fez tão importantes. E depois de ter cativado, me torno eternamente responsável por eles, afinal, são amigos, e nem todos têm amigos, muito menos eu. (O Pequeno Príncipe).

Quanto a você, que seja um amigo que valha a pena, e que, com o passar dos anos signifique mais que o ouro. Ofereça o seu melhor, que é a essência de Deus e a pureza da alma. Entenda o sentimento do outro, que pode até não ser demonstrado, mas que um dia irá se manifestar e mesmo que você não saiba o que é, seja digno de recebê-lo. 

A Graça seja com vocês.



Tínhamos 15 anos e uma amizade cinzenta, cor de chumbo derretido.

Não me lembro de como nos tornamos amigas; lembro apenas que, tanto ela quanto eu, nunca éramos convidadas para os jogos durante o intervalo e, muito menos, para as festas das meninas mais populares do colégio.

Acho que nos tornamos amigas por não ter outra opção.

Fato é que ela era minha única amiga e por isso o título de ‘melhor amiga’ era dela.
Apesar de sermos opostas em quase todas as áreas, juntas, aprendemos o respeito e a dedicação que uma amizade exigia.

Foram praticamente quatro anos de amizade aprendida; amizade que precisava se fazer conquistada.
No quarto ano, nossa amizade começou a criar traços mais leves e cores mais bonitas mas, mesmo assim,  teve um fim.
O que aconteceu?

Bem, eu mudei.
Mudei de turno.
Comecei a trabalhar e isso me levou a outros caminhos.
Percebi que nossa amizade não tinha apenas cor de chumbo, mas também era feita de papelão. 
Choveu distância e pronto: a amizade desbotou, rasgou, virou nada!

Se foi a mudança que tive ou a ‘não mudança’ dela que nos fez distantes, não sei.
Mas sei que sinto falta dela.
Sinto falta das risadas durante o intervalo e dos passeios até a biblioteca.
Ela era ótima aluna e nossas notas eram motivo de muita competição.
 Não era uma competição rude ou ciumenta, era competição divertida: ela sempre ganhava em matemática e eu sempre vencia em filosofia.
Sinto saudade. Dela. Dela e de inúmeras pessoas que passaram pela minha vida. 

Pessoas de alma e pessoas possuídas pela ambição.
Pessoas de tamanhos diferentes e com a alma do tamanho do mundo.
Pessoas que jamais dividiam um chocolate e, outras, que sonhavam em dividir uma vida.

Inúmeros contrastes, múltiplas diferenças, mas sempre pessoas.
Ano passado fiquei sabendo que o pai dela morreu. Fiquei sem rumo.
Minha amiga perdeu o pai eu não estava lá.
Me sinto culpada.
Tentei de algumas maneiras entrar em contato.  
Não consegui.
Doeu mais ainda.

Minha amizade cor de chumbo me ensinou que a gente nunca sabe quando será o último dia, quando os passos irão se desencontrar, quando seremos assaltados pela vida ou levados pela distancia.
Se eu pudesse voltar atrás, deixaria minha amizade um ou dois tons mais clara.
Falaria mais vezes o quanto seus conselhos eram importantes e não pouparia nem um abraço sequer.

Perdoaria mais vezes e mais rápido.
Me importaria menos com as notas e mais com os intervalos.
Falaria mais sobre aquele moço estranho que ela paquerava e até bancaria a cupido.

Essa foi a única amizade cor de chumbo que tive.
 Hoje tenho amizades verdes, azuis e brancas e devo isso a ela, à pessoa que me ensinou a ser amiga.
É uma pena que ela nem desconfie disso.


 Luciana Leitão

Estive pensando durante esses dias na importância de se ter amigos.

Sabe aquela hora em que você precisa de um ombro para chorar? Aquela hora em que você necessita de alguém para ser o seu confidente, para te falar a verdade, alguém para abraçar e alguém para brigar (porque não?)?... Então, isso acontece com pessoas de Deus também... Acontece comigo, acontece contigo, aconteceu com Jó (Jó 19:21), com Paulo (2Tm 4:10, 11)... Enfim, todos nós precisamos de amigos. Já dizia o sábio Salomão: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; [...]” (Ec 4:9-12).

Sinto que Deus me presenteia constantemente com amigos, pessoas em quem posso confiar para falar sobre minhas dúvidas quanto à caminhada com Cristo, pessoas que me fazem rir nos momentos em que a tristeza vem bater à porta do meu coração, amigos que me chamam pra passear quando me sinto sozinho e aqueles que abrem os meus olhos quando estou ofuscado por alguma coisa que me afasta do querer de Deus para a minha vida. Os verdadeiros amigos são grandes presentes de Deus para nós. \o/

E é sobre eles que venho falar através deste pequeno texto. Não só os que podemos ter mas, principalmente, o amigo que DEVEMOS ser.

Para que possamos entender qual tipo de amigo devemos SER, vamos procurar saber o tipo de amigo queremos TER. Estejam atentos a essas duas chamadas:


1ª Chamada: Que levantem a mão todos aqueles que querem sentir-se MAL!

...
...  -cri, cri, cri, cri-

Como assim?  Ninguém?

É óbvio que não queremos! Não desejamos ter ao nosso lado pessoas que nos desmotivam, que agem com falsidade, pessoas que nos traem, que demonstram preocupação conosco apenas por outros interesses. Não queremos ter por perto pessoas que nos machucam com palavras, que nos magoam com atitudes, que nos incentivam a desobedecer a Deus, pessoas que nos desrespeitam, enfim... Não gostamos e nem consideramos essas atitudes, como atitudes de pessoas amigas.


2ª Chamada: Que levantem a mão, apenas os que querem sentir-se BEM!

-\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/-... E até eu levantei a mão aqui! rs

Somos sentimentais! Somos carentes! Somos humanos! Desejamos afeto, afagos, demonstrações de carinho, queremos nos sentir capazes. Necessitamos de palavras de incentivo. Precisamos, e muito, de apoio para prosseguir na carreira da fé em Cristo. Precisamos receber amor sem fingimento. Desejamos ouvir a verdade, com delicadeza e queremos ver atitudes que nos inspirem e demonstrem lealdade. Não queremos e nem podemos estar sozinhos, mas, acima de tudo, desejamos estar BEM acompanhados. Enfim... Queremos pessoas com esses tipos de atitudes ao nosso redor, queremos ter esses tipos, e são esses os que chamamos de AMIGOS.


Agora...
Para qual das duas chamadas você levantou a mão?

Se você foi um dos muitos que levantou a mão na segunda chamada, se você é um daqueles que deseja sentir-se bem, você está convidado a fazer com que as pessoas se sintam bem. Você está convidado a SER o amigo que você deseja TER. É necessário que cada um de nós olhe para as nossas atitudes diante de nossos amigos (e até os não-amigos) e avaliemos, se gostaríamos de ter a nós mesmos como amigos.

EU QUERO ser amado, mas... Será que EU SOU amoroso?
EU QUERO receber carinho, mas... Será EU SOU carinhoso?
EU QUERO (e mereço) ser respeitado, mas... Será que EU RESPEITO?
EU QUERO que sejam verdadeiros comigo, mas... Será que EU SOU verdadeiro com eles?
EU QUERO estar bem acompanhado, mas... Será que EU SOU uma boa companhia?
EU QUERO ter bons amigos, mas... Será que EU SOU um bom amigo?


Nosso desafio, como cristãos, é pensar em SER antes de pensar em TER. Nosso desafio é ser como Jesus foi.


Queridos, queridas... Vivemos em uma sociedade que deseja TER tantas coisas, RECEBER tantas coisas, tantas demonstrações, homenagens, gestos de amor e carinho. Mas esta mesma sociedade, não tem a menor vontade de SER o que esperam dela, muito menos de DAR o que seu próximo necessita. O mundo é egoísta. Já ouvi e fiz muitas vezes os seguintes questionamentos: “Se ele não me respeita, porque eu devo respeitá-lo?” “Se ele não faz por mim, porque eu devo fazer por ele?” “Se ele não é, porque eu devo ser?”... E tudo isso, enquanto os ensinamentos e o exemplo de Jesus Cristo nos dizem exatamente o contrário, afinal, nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Que sejamos LUZ neste mundo ESCURO. Que sejamos SAL nesta terra SEM SABOR.
Se ser cristão é ser um pequeno Cristo, eu (na condição de cristão) não posso esperar por uma atitude amistosa do outro para poder ser um bom amigo. Não posso me dar ao luxo de esperar a atitude de amor do próximo para poder demonstrar amor por ele, até porque, se todos apenas esperarem quantos serão bons amigos de fato? Que a diferença comece em nós, amados.

Se Cristo, que é merecedor de toda glória, a Si mesmo se humilhou e primeiro nos amou, sendo nós ainda pecadores. Quanto mais nós que somos inferiores (e muito) a Ele, e que, diante de outros homens não somos melhores. Estamos devendo gestos de amizade ao nosso próximo. Que tal começarmos a pagar esta dívida agora? Preciso ser o amigo que quero ter.


Amigos são presentes de Deus. Seja você mais um desses presentes! Você consegue!


Com amor!
Abraços fraternos, em Cristo.


Reconheço que meus anos de vida são poucos, principalmente quando lembro que tenho toda uma vida eterna pela frente; mas mesmo em tão pouco tempo, já tive profundas experiências que fizeram com que eu enxergasse em vocês, meus amigos, uma forma que Deus escolheu pra estar comigo.

O cuidado do Pai nunca me faltou. Hoje, quando olho pra trás eu posso ver com clareza as Suas mãos sobre mim em todo o tempo. E sabe o que acabo por perceber? A presença dEle diversas vezes se manifestou através de cada um de vocês.
Em situações que os ventos me deixavam inquieta, o calor de um abraço aqueceu e acalmou os meus gelados medos. Nos momentos de aflição,  (quando também não se acharam aflitos por minha causa) me apresentaram a oportunidade de sentir paz. Sim, é claro que eu sei que só Deus pode curar as feridas da alma, entretanto nesse processo de cura, Ele usou vocês para que me fizessem curativos.
Eu não tenho vergonha de lhes expor minhas debilidades.  Sem receio eu tiro a roupa de falsas forças que costumo vestir, e me desnudo, mostro minhas fraquezas, mostro quem eu sou. Porque eu sei, que se for preciso vocês me darão as suas próprias roupas.


Agradeço, queridos, pelas vezes que tornaram o que era importante pra mim, importante pra vocês também! Lembro com carinho das renúncias, das vezes que cederam em meu favor.
Seja quando celebramos ou lamentamos, quando estivemos em momentos eufóricos ou melancólicos... tê-los comigo, podem ter certeza: deu outro sentido a qualquer situação.


Há um famoso texto de William Shakespeare que diz assim: “Depois de algum tempo na vida, você aprende que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher (...)”.
Discordo! Contesto! Retruco!

Por mais que alguns até mesmo discordem da minha discordância, de fato eu não abro mão desta minha certeza: Não fui eu que escolhi meus amigos, todavia Deus os escolheu pra mim (e me escolheu pra vocês); talvez eu tivesse defeitos demais para ser escolhida pelos melhores amigos do mundo.
O que tem me feito ter mais convicção desse conceito é a forma que, cada pessoa, se encaixa em cada uma das minhas necessidades, a maneira como as suprem, o jeito que lidam com elas... é algo sobremaneira divino; como se, nitidamente fossem agentes de Deus na minha vida.
E por isso mesmo que eu os chamo de ‘Presentes de Deus’. Uso esse termo clichê pra tentar expressar com poucas palavras tudo o que eu sinto mas, falho! Grandes sentimentos nunca serão contados da forma que são vivenciados.

Tentarei então, inovando e testemunhando, declarando que vocês são ‘Dádivas de Deus’ em minha vida, e como toda a boa dádiva do Senhor  só nos é dada por causa de sua graça, e a graça de Deus para conosco é uma favor imerecido...
Concluo que não mereço tê-los como amigos. Só os tenho porque Cristo, o melhor amigo, tem me amado dia-a-dia, com um amor imensurável!
E esse laço que nós temos? Ah! Quanto a ele, eu sei que nunca vai desatar! 




(Dedico esse post aos meus amigos)
Que a graça, maravilhosa graça, seja abundante na sua vida.
Maria Eunice Cabral

Amizade é definida como um relacionamento que envolve o conhecimento mútuo e a afeição entre duas (ou mais) pessoas, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Essa relação pode ser encontrada no ambiente familiar, escolar, profissional, na vizinhança, na igreja e outros. Existem também os “melhores amigos” que se comportam como confidentes. Jesus é o exemplo mais fiel de amizade, Ele deve ser considerado o nosso melhor amigo.
Lendo e relendo o capítulo 13 do livro de João percebo quão grande é o amor de Jesus por seus discípulos. É um lindo exemplo de como devemos tratar nossos amigos.
Quão cuidadoso é o nosso Senhor em cada ensinamento dado. Vamos juntos analisar essa cena:

Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estava sendo servido o jantar, e o diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura.
Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. Chegou-se a Simão Pedro, que lhe disse:
 – Senhor, vai lavar os meus pés?
– Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá.
– Não, nunca lavarás os meus pés! – disse Pedro
– Se eu não os lavar, você não terá parte comigo.
– Então, Senhor, não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça!
– Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés; todo o seu corpo está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos. (Pois ele sabia quem iria traí-lo, e por isso disse que nem todos estavam limpos.)
Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou:
– Vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam “Mestre” e “Senhor”, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem.

                Jesus estava – de certa forma – com o coração apertado nesse momento. Ele sabia que estava próxima a sua hora de ser crucificado. Mesmo assim continuou ensinando seus discípulos, e esse é um dos exemplos mais lindos, pois a humildade de Cristo é estampada e ensinada nessa cena.
                Fica bem claro que, mesmo Jesus sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos discípulos (ou seja, se humilhou diante deles) e ainda os disse que também deveriam lavar os pés uns dos outros. Trazendo para nossas vidas, podemos entender que Jesus nos quer pessoas humildes, dispostas a servir com amor – a Deus e ao nosso próximo. Com nossos amigos não é diferente, devemos amá-los assim, nos comportando como pessoas humildes.

“Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.” (Efésios 4:2)

Existem três tipos diferentes de amor descritos na Bíblia, o Ágape, o Filéo e o Eros. Na amizade, o amor que predomina é o filéo. Ele é um sentimento profundo e de irmandade, o sentimos pelas pessoas que nos são queridas, como nossos pais, e/ou amigos íntimos; é o tipo de amor que tem um interesse especial em ver o sucesso, a felicidade e o bem do outro. O amor filéo só pode ser alcançado, de fato, depois que duas pessoas se conhecem muito bem.

 
Vou reproduzir aqui uma história relacionada ao amor filéo que li no livro “Romance à maneira de Deus” (de Eric e Leslie Ludy):

Quando meu irmão, John tinha doze anos, ele começou a expressar verbalmente o amor filéo a cada pessoa da família. Toda vez que ia sair de casa, ele dizia para quem estivesse por perto: "Tchau mãe... te amo!" ou "Tchau Leslie... te amo!"
Após alguns meses, aquilo tornou-se um hábito.
Um dia, ele estava no treino de Tae Kwon Do, esforçando-se bastante para conseguir a faixa preta. Seu treinador, o Sr Oberlander, era muito rigoroso, severo e frio para com todos os seus alunos. (Mas, antes que surja qualquer pensamento crítico, devo acrescentar que o Tae Kwon Do é um esporte muito "sério" – cheio de uma etiqueta própria, de maneiras de reverência, de regras rigorosas.) Não é preciso dizer que John nunca desenvolvera um relacionamento muito profundo com o Sr. Oberlander. Mas, um dia, ao abrir a porta para ir embora, John deixou escapar um:
 – Tchau Sr. Oberlander... te amo!
Assim que as palavras saíram de seus lábios, seu coração parou e seu rosto tornou-se vermelho como pimenta. Sem olhar para trás, ele correu para o carro, onde eu o estava esperando.
“Não acredito que fiz aquilo!” (Ele desabafou.) Durante todo o caminho de volta, ele ralhou e protestou consigo mesmo. “De todas as coisas que eu poderia ter dito como até logo, tenha um bom dia, até semana que vem... eu tinha que dizer TE AMO! Estou superenvergonhado!”
John, com certeza, conseguiu entreter-me durante a volta para casa. Ri tanto que quase não consegui dirigir. Daquele dia em diante, a "história do Sr. Oberlander" tornou-se a favorita de toda a família.
O amor filéo NÃO é um sentimento que temos por qualquer pessoa. Por que o fato de ele ter dito "te amo" ao Sr. Oberlander foi tão constrangedor e engraçado? Porque John não tinha um sentimento profundo de amizade ou afeição por aquele homem. Aquilo era apenas demonstrado às pessoas que eram bem próximas a ele.

É aí que entendemos a diferença do “amor de amigo”. E é muito importante demonstrar esse amor. Amigos são pessoas que Deus coloca em nossas vidas para que nós não permaneçamos sozinhos. São aquelas pessoas que você quer por perto o tempo todo, pessoas que você gosta de compartilhar sobre sua vida e de ouvi-las também.
Quero resumir um pouquinho do que penso sobre amizade com uma história em quadrinhos da Turma da Mônica (minha preferida), porém vou colocar só o texto. Espero que vocês gostem.

AMIGOS SABEM QUANDO SERÃO AMIGOS...
Pois compartilham momentos; Dão Força!
Estão sempre ao nosso lado...
Nas conquistas, nas derrotas;
Nas horas boas, e nas difíceis.

Amizade nem sempre é pensar do mesmo jeito, mas abrir mão de vez em quando.
Amizade é como ter um irmão que não mora na mesma casa.

É compartilhar segredos, emoções...
É compreensão, é diversão, é contar com alguém sempre que precisar!
É ter algo em comum;
É não ter nada em comum (é não ter nada em comum mesmo!!!).
É saber que se tem mais em comum do que se imagina.
É sentir saudade; É querer dar um tempo.
É dar preferência.
É bater um ciuminho.

Amizade que é amizade nunca acaba!
Mesmo que a gente cresça; mesmo que outras pessoas apareçam no nosso caminho.
Porque amizade não se explica, ela simplesmente acontece!




Enfim, amigos caminham lado a lado (mesmo que não seja no sentido literal da expressão) para que possam crescer e aprender, ajudar e ensinar um ao outro. Cada pessoa é única e tem seu jeito – defeitos e qualidades –, gostos, manias e por isso que crescemos, aprendemos nas diferenças (respeitando-as acima de tudo).
Sejamos como JESUS, humildes com nossos próximos. Principalmente se esses próximos são próximos de fato. Amando-os como amamos a nós mesmos. Orando e intercedendo; fortalecendo espiritualmente.
Ser cristão é isso, é amar, é ter amigos, é ajudar; Servir sem esperar recompensa, é querer a felicidade do outro. Que nossas atitudes nos nossos relacionamentos sejam as mesmas de Cristo.

Que Deus abençoe você e seus amigos! Abraços!!!
Com carinho,

 
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