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Já vivi belos e intensos momentos de amizades, mas como todo mortal, já tive dolorosas experiências também. Após uma delas, afim de demonstrar meu desgosto, minha mágoa e minha profunda decepção, soltei rispidamente essa frase:
“A Amizade que eu acredito, não existe.”
E as promessas feitas? E os sorrisos compartilhados? E as lágrimas misturadas? Os segredos contados, os sonhos, o perdão, o amor, onde está o amor? Aquele que tudo espera, tudo suporta e tudo crê? Tive como resposta um denso silêncio, uma fria lacuna chamada ausência e uma única certeza: 
“A Amizade que acredito, não existe.”

Certa vez me perguntaram qual era o meu conceito de amizade e sem hesitar  eu repeti as palavras do filósofo Aristóteles:


“Amizade é uma alma em dois corpos.”

Deus é perfeito e Ele mesmo criou esse belo laço chamado Amizade. Mesmo que venha a tempestade marcada pelos ventos fortes, trovoadas, relâmpagos, raios, muitos estragos que tentam convencer  o contrário, para mim,  o significado dessa palavra continua puro, roubando um grande sorriso do meu coração e o fazendo transbordar. Não há como fugir, não há como discordar, essa amizade existe. Existe  hoje e existiu também na vida de Jônatas e Davi. Em I Sm 18 : 1 diz: “Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; E Jônatas o amou como à sua própria alma.” Algumas traduções dizem que Jônatas o amou como amava a si mesmo. Esse é o amor que Cristo nos propõe.

Unir uma alma a outra é não se importar com os avessos do coração, sempre haverá um ponto de acordo. Não se importar com os desapontamentos, sempre haverá um ombro para recostar, um colo pra chorar e mãos para ajudar.
Amar como a própria alma é enxergar a beleza que existe dentro do outro, mesmo quando esta não é demonstrada e pode-se dizer: “Eu vejo o que você não diz. Eu sei quem você é. Eu Vejo você.” É enriquecer, aperfeiçoar, enobrecer. É confiar, unir emoções, servir com prazer e deixar que dois corações se unam formando um só, pois onde há unidade, ali o Senhor ordena a sua benção.

No coração de um verdadeiro amigo existe o zelo em não poupar a verdade, em não encobrir erros e nunca,  nunca faltar o perdão. Uma frase que muito me emocionou, foi dita, ironicamente, por um “burro” no filme “Shrek” em resposta a seguinte pergunta do Ogro: “Se eu te trato tão mal, por que você ainda está aqui? O Burro responde: “Porquê é isso que os amigos fazem. Eles se perdoam.” 
Um amigo não dirá “nunca”, porque as boas-vindas jamais acabarão. Aquele que está pronto para perdoar está pronto para viver uma vida inteira como amigo, porque em seu coração, nos pequenos e grandes detalhes, guardará esse amor que o mantém firme. Cristo nos ensina a perdoar 70x7, por isso, ouso dizer que,  Amigos são amigos para sempre, se o Senhor é o Senhor deles.

A indagação de um amigo não é se seus amigos são verdadeiros, mas se ele é um verdadeiro amigo. 
“Ser amigo”. Termo que talvez não possa ser definido e que palavras não podem expressar sua grandeza, mas pode ser vivido intensamente. Você pode  tornar-se o melhor amigo deixando que seus amigos encontre nos seus olhos, compreensão; encontre em seu sorriso, alento; encontre em você, um dar sem exigir, uma entrega sem calcular e uma espera sem se cansar. Encontre em você uma palavra amiga, daquelas que contêm calor para três invernos e não palavras que ferem como seis meses de frio rigoroso. O amigo sabe que as dívidas da amizade são impagáveis, mas que deve-se ao menos reconhecer o débito.

Quanto a mim, quero Cativar. Sentar-me cada dia mais perto de meus amigos. Ser paciente, fazer com que a vida deles se encha de sol e que conheçam um barulho de passos diferente dos outros. Entender que eles são únicos no mundo e que eu tenho necessidade de cada um. Guardar comigo o segredo de que o essencial é invisível aos olhos e que o tempo que eu perdi com eles é que os fez tão importantes. E depois de ter cativado, me torno eternamente responsável por eles, afinal, são amigos, e nem todos têm amigos, muito menos eu. (O Pequeno Príncipe).

Quanto a você, que seja um amigo que valha a pena, e que, com o passar dos anos signifique mais que o ouro. Ofereça o seu melhor, que é a essência de Deus e a pureza da alma. Entenda o sentimento do outro, que pode até não ser demonstrado, mas que um dia irá se manifestar e mesmo que você não saiba o que é, seja digno de recebê-lo. 

A Graça seja com vocês.



                                                                          

                                                                              Fogos, festas, roupas novas, novos alvos, MUITOS alvos!


Tudo isso vem junto com o tão comemorado fim de um ano e a  esperança de um ano melhor que se inicia. Isso é inquestionavelmente legítimo de cada um de nós, mas não há como negar que esta data é a que mais demonstra o nosso egoísmo e mais traz à tona o nosso mundo “coisificado”, ou seja, a nossa busca incessante, desvairada e obstinada pelo Ter.

 Essa busca nos é ensinada desde criança, até mesmo nas canções. Veja comigo a música que com certeza você  já ouviu: “Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e Vender.” Pronto! Assim fomos ensinados a querer, querer e querer. 

Almejar o melhor carro, a melhor casa ou ao menos a “casa própria” , mesmo que não seja a melhor. Estudar dia e noite para passar no vestibular  ou, quem sabe estudar fora do país. Para os que já estão cursando uma faculdade, o empenho é fundamental já que no próximo ano tem o famoso e tão temido TCC. Esforçar-se por uma promoção no trabalho ou por um salário melhor. Ah! E claro, não posso me esquecer de mencionar as coisas mais fúteis ou supérfluas como, o último modelo do celular, a TV de 1 milhão de polegadas, um X-BOX, a coleção nova daquela famosa loja de roupas, tênis caro, joia cara, bolsa cara, ter, ter e ter. E como já disse, não estou questionando a legitimidade de nenhuma dessas coisas. Como boa humana que sou, também desejo tudo isso.
 Porém, quando recorro à bíblia vejo o Pregador nos dizer em Eclesiastes, que tudo é “vaidade”, correr atrás do vento e não há proveito no trabalho debaixo do sol. Faça um exercício de imaginação e visualize alguém correndo atrás do vento. Essa cena seria no mínimo patética. E é isso que você e eu fazemos ano após ano, corremos atrás do vento. Inútil! Se morrermos agora, nada disso nos aproveita; chegamos ao céu de mãos vazias.


E quais seriam nossos Alvos para o ano de 2012?


A frase que mais ouço e leio quando chegamos ao fim de um ano é: “Ano Novo, Vida Nova”. Quantas vezes você já falou isso? Pegamos uma agenda e relacionamos nossos alvos, não percebendo que entra ano, sai ano e esses alvos são basicamente os mesmos se resumindo em “coisas”. O seu ano não pode ser diferente se você sempre anseia por mais do mesmo.
Jesus nos ensina algo NOVO que garante não só um ano mas uma vida inteira plena de amor, construída sobre bases que não se abalam  e perduram para toda a eternidade. Se você não faz parte dos que buscam por mais do mesmo e anseia em viver as verdades do reino, você pode relacionar dois, apenas dois alvos para o seu ano de 2012:
1 - Marcos 12:30 “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.”
2 - Marcos 12:31 “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.”

NÃO EXISTE MAIOR MANDAMENTO.


 Mandamentos que PODEM se tornar alvos e DEVEM ser cumpridos. A Bíblia não ensina a busca desenfreada pelo ter, ela nos ensina o AMOR. Amar é a prática que faz você sair do centro de sua vida, e perceber que existem outros além de você.

Existe um Deus que quer a sua vida por inteiro, sem reservas. Seus sentimentos, suas afeições, sua consciência, seu pensar, seu falar, suas intenções. Queridos, entendam que se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalha o construtor. Se o Senhor não guardar a cidade, o sentinela não é protetor. Será inútil levantar de madrugada, será inútil comer o duro pão de cada dia. Busque primeiro o reino de Deus. Entrega Teu caminho ao Senhor, confia n’Ele e o mais Ele fará. Aos seus amados ele o dá enquanto dormem.

Amar ao próximo vai além de desejar Feliz Natal, além de fazer doações no final do ano, além de dar umas pobres moedinhas pra alguém no sinal. Valores como família e amigos são perdidos ou negligenciados em meio a esse corre-corre da Vida. Amar ao próximo como a si mesmo é DOAR-SE, isso vai além dessas superficialidades, é fazer ao outro o que você deseja pra si. É a mão estendida, é sorriso no rosto, é guardar a sua dor no bolso e sair ao consolo de alguém. Lembre-se que o seu problema não é o maior, seu choro não é o mais alto e a sua dor não é a mais forte. Existem muitos além de você.
Mais um ano se passou e você adquiriu "coisas" para o seu mundo "coisificado". Se o seu ano de 2012 for apenas mais do mesmo, será vaidade, correr atrás do vento, será em vão.

O seu mundo de Coisas, sem Deus e sem pessoas será vazio.
Pessoas precisam de Deus, pessoas precisam de pessoas.


Graça seja com vocês.
Drik's




Foi, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera, e a quem ressuscitara dentre os mortos. Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento. Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto; Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.(João 12:1-8)



Não é complicado entendermos esse texto em nossa relação com Jesus e aquilo que provavelmente já ouvimos muitas vezes, da importância de consagrarmos toda a nossa vida a Cristo, de não nos pouparmos em nossa oferta a Ele. E é verdade. O texto fala do testemunho dessa mulher em reconhecer a Cristo como aquele que é digno de sua inteira devoção. Ela  identifica naquele perfume o seu elemento de maior valor, aquilo que às vezes ela guardava pra uma ocasião muito especial e que aquele era o momento de quebrá-lo. Os frascos não eram reaproveitados, ela sabia que aquela atitude não teria volta. Ela, então, não apenas derrama o  perfume como também enxuga os pés de Jesus com os próprios cabelos se dedicando intensamente, de forma significante, e se doando completamente. Usando até uma linguagem poética, a Bíblia diz que todo o ambiente se encheu de perfume. Penso que não apenas no sentido do aroma, mas se encheu do perfume da significância daquele momento.


Quando olhamos pra Jesus, não temos, pelo menos teoricamente, muita dificuldade de entender isso em nossa relação com Ele, ainda que não pratiquemos isso totalmente. Mas podemos entender que há também uma aplicação prática desse momento tão sublime, em nossa relação com o nosso próximo, naquele que Jesus está ali representado como homem a quem Maria ama como irmão, numa relação humana, no sentido de reconhecer nele o Filho de Deus, mas também o Amigo. Podemos inferir isso porque quando Jesus foi solicitado para socorrer Lázaro,  esta foi a expressão: “Está doente aquele a quem Tu amas”. Todos sabiam da amizade, da proximidade relacional que havia entre Jesus, Lázaro e aquela casa. 


O perfume é um dispositivo estratégico pra melhorar a nossa imagem e aceitação, encobrindo nossa eventual “fedentina”, que pode nos comprometer na relação com os outros. Um mecanismo de autoproteção e autopromoção. Em um momento crucial, o perfume pode nos tirar de um eventual apuro, de uma condição de rejeição e nos promover naquele momento chave. Por isso ele é tão importante, tanto protege como promove. Todos temos em nossa vida coisas que guardamos e que são tão preciosas pra nós, que reputamos a elas valores porque entendemos que em algum momento aquilo que é tão valioso pode representar  a nossa salvação. Até que ponto estamos dispostos a vasculhar o que consideramos nosso maior patrimônio e sacrificar em favor de promover, proteger e perfumar o próximo, e não a nós mesmos? 



Muitas vezes somos até capazes de grandes sacrifícios, desde que de alguma forma alcancemos vantagem. É como quando gastamos aquele dinheiro pra ir a um bom restaurante, porque nós queremos comer a comida que gostamos. Finalmente estamos dispostos  a gastar com a família, mas porque queremos nos dar esse presente. No fim das contas, é o perfume que passamos em nós mesmos. O perfuma que nos perfuma, porém não perfuma mais ninguém. Às vezes até causa uma sensação de bem-estar  e torna o ambiente mais agradável a todos, mas o maior beneficiado somos nós mesmos. 
Só quando amamos, encontramos voluntariamente uma oportunidade de causar em nós prejuízo, em favor do lucro e da vantagem de alguém. Até que ponto tiramos das nossas reservas pessoais, das nossas garantias? Até que ponto vamos em nossa ferramenta de defesa e de autopromoção, e dizemos: “Agora vou  sacrificar isso em favor da pessoa que eu amo?”  

Não conseguimos perfumar porque estamos enganados, e por nós mesmos. A Palavra de Deus diz que o homem é enganado por sua própria cobiça. Não somos enganados pelo Diabo ou por outra pessoa, somos enganados pelo nosso desejo irremediável de ter vantagem. Nós nos enganamos com idéia de continência, equilíbrio, e em nome de sermos comedidos não nos permitimos a extravagância de efetivamente fazer alguém feliz com um oferta que o surpreenda, representando o nosso tudo, inundando o ambiente de perfume. Não conseguimos porque tudo em nossa vida é contido, milimetricamente medido, oferecido como gotas. Às vezes até usamos o nome de Deus pra sermos reservados, essa foi a objeção levantada quando aquela mulher fez uma extravagância. Aos olhos das pessoas, ela estava cometendo um desatino, uma imprudência. Mas talvez seria importante começarmos a pensar se pelo menos uma vez na vida já fomos imprudentes em favor de alguém. Se já sofremos o dano, no sentido de perfumar, trazer benefício e refrigério, correndo o risco de sermos  inclusive questionados.

 E de onde vem essas objeções? Vem de um ladrão. As objeções vem de nossa desonestidade. Não conseguimos ser extravagantes, produzir testemunho, encanto e graça no momento certo, porque não conseguimos assumir riscos em favor das pessoas. Roubamos quando metemos a mão em favor próprio naquilo que é comum, aquilo que era pra ser direito de todos e tornamos esse direito exclusivo. Esse ladrão fez objeções a Cristo e não foi o discurso de um gatuno, mas de um mascarado. Ele objeta  a Deus em nome dos pobres. Sabe por que não conseguimos perfumar a vida de alguém, oferecendo o nosso melhor? Por causa das nossas necessidades do amanhã. Mas Jesus disse que necessidades sempre teremos conosco; então, se for isso que rege o nosso coração, nunca conseguiremos amar de todo o nosso coração. Não estou falando de uma relação espiritualizada com Cristo, numa perspectiva futura no céu de eternidade, estou falando do Cristo agora, encarnado na vida do seu irmão, o Cristo que você encontra todos os dias quando você amanhece, o Cristo que está ao seu lado no seu trabalho.


Onde estão os seus perfumes?


                                                                  

Guardados pra te tirar de um aperto? Ou distribuídos pra consolar e ser bálsamo na vida  de quem está vivendo talvez a sua maior angústia? Talvez ao seu lado esteja alguém em véspera da morte. Você já imaginou se aquela mulher decide guardar o perfume pra amanhã? Se em vez de usar aquele perfume em Cristo vivo, ela tivesse que usar em Cristo morto? Não adianta nos convencermos em entregar tudo, em abrir nossas entranhas quando isso já não é mais relevante, quando não pode mais consolar corações.



Quando Salomão subiu pra ser Rei, Deus o perguntou o que ele queria, e Salomão respondeu: “Eu quero discernimento pra te conhecer. É gente demais, e se eu não tiver sabedoria e discernimento, como eu vou julgar esse povo?” E Deus disse: “Porque você pediu sabedoria e não longevidade, riquezas e poder pra derrotar seus inimigos, eu vou te dar sabedoria, longevidade, riquezas e poder pra derrotar seus inimigos”. Hoje pedimos a Deus uma vida longa, dinheiro e vantagens. Sermos capazes  de um malabarismo que nos faça prevalecer na concorrência. E sabe o que Deus quer? Encontrar corações que desejam não só serem perfumados, mas perfumar.


Sua casa tem perfume? “Tenho cinco  vidrinhos bem guardados,  eu nem pingo, só abro a tampa e passo no meio da fumaça que libera”. Quais razões você e eu temos pra continuar roubando em nome de uma pobreza que na verdade nunca tivemos compromisso com ela? O que inferniza a nossa vida é o apego às coisas materiais e o desejo desenfreado de guardar pra nós. Assim, nos tornamos ricos, mas não perfumamos ninguém. Qual foi a última vez que alguém foi perfumado por nós? Qual foi a última vez que alguém conseguiu se esquecer das suas dores e terrores, porque espontaneamente oferecemos aquilo que era nossa vantagem e nós abdicamos disso por amor?

Mais que sermos perfumados, precisamos ser o doce perfume de Cristo, o bálsamo que cai sobre a vida do próximo. Frascos devem ser quebrados, coisas guardadas pra um momento único devem ser buscadas no fundo da alma pra serem compartilhadas. Ofertas de amor, gestos de carinho, que nunca vieram à tona guardados para o dia de amanhã devem jorrar do nosso coração. Quanta coisa deixada pra depois e depois e depois. É um desafio não ouvir a voz do ladrão que diz: “Não agora, guarda, poupa, protege”. Não ouça! O momento é agora, Hoje! Quanto perfume bom sendo negado quando na verdade precisa ser repartido. Depende de um gesto para abrirmos mão da culpa de aparentemente estarmos cometendo uma imprudência. Não há imprudência no verdadeiro amor. Abrirmos mão do medo de sermos objetados. Não há inconveniência no amor. Atitudes de amor são inconvenientes apenas pra quem nunca amou. Não negue a ninguém nem a si mesmo a oportunidade, quem sabe a única, de amar e ser amado. 


Não peça a Deus saúde, você precisa de sensibilidade. Não peça a Deus riquezas, você precisa de sensibilidade. Não peça a Deus poder, você precisa de sensibilidade pra amar e no momento certo perfumar a vida de alguém. Você não precisa se preocupar com as necessidades de amanhã, Deus não vai te desamparar jamais. É a nossa própria cobiça que nos faz esconder o nosso perfume.  Precisamos ser um frasco de perfume quebrado, derramado... Há sofrimento demais, dores demais, lutas demais, então... 



Perfume, oferte, perfume, se sensibilize, perfume, console, perfume, abrace, perfume... Perfume...

“Amar ao próximo como a nós mesmos e enchermos todo o ambiente do doce aroma de Cristo.”



Segue Vídeo pra sua reflexão. Música "Flores em VIda" Paulo César Baruck



*Texto Inspirado na Pregação "Toda a Sala se Encheu de Perfume " do Pr. Paulo Júnior que autorizou carinhosamente a publicação.
                                                        
Graça Seja com Todos vocês
          Drik's                              

É inegável a minha admiração por cada um dos Apóstolos.

Poderia falar de João, o amado. Aquele que recostou ao lado de Jesus; isso denota intimidade. Uau, ser íntimo do Mestre, que honra! Poderia também, falar de Pedro. Ah, Pedro. Falava pelos cotovelos; quem lê com um pouco mais de imaginação até consegue dar umas risadas. Pelo seu muito falar foi repreendido muitas vezes por Jesus; era um Homem intenso e nunca escondeu suas carnalidades, porém, amava Jesus com toda a intensidade que havia em seu coração; e nem precisa ler com um pouco mais de imaginação pra escorrer algumas lágrimas ao ver o quebrantamento desse homem. 
Enfim, os Apóstolos podem inspirar nossas vidas de forma grandiosa. Mas quero aqui me atentar por um apóstolo pouco lembrado, ou melhor, nada lembrado no âmbito da Inspiração: “JUDAS ISCARIOTES”. O que? Juuudas? Judas foi um patife, um gatuno, um pérfido, Adriana! É sobre Judas mesmo? Bem, ele também foi um apóstolo, ele também foi escolhido por Jesus e como os outros quis segui-lO. Sendo assim, falaremos sobre ele.

Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, o que “TRAIU” Jesus Cristo. 


A Palavra “Traição”, no dicionário, significa “contrariar o que foi afirmado ou prometido.” “Deslealdade”, “insídia”, “infidelidade.” A traição tem gosto de fel na boca, aparente impotência diante do nosso algoz, traz dor, abandono. Pois só pode trair quem é próximo, quem nos conhece no íntimo; se não for assim, podemos dar qualquer outro nome, menos traição. Seria redundante eu dizer: “Poxa, meu inimigo me traiu.”

A índole de Judas, sempre foi do conhecimento de Jesus, como diz em João 6:64: “Mas há alguns de vós que não crêem. Porque Jesus sabia desde o principio quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar.” O seu caráter  logo se manifestou, no momento em que Jesus foi ungido em Betânia, por Maria, que o fez com ungüento de nardo puro, de muito valor. Manifestando assim sua indignação por aquele perfume não ter sido vendido por trezentas moedas de prata e dado aos pobres. Disse isso não pela preocupação pelos pobres, mas porque era ladrão. (João 12:1-8). Depois dessa cena em Betânia, as más idéias começaram a ocupar sua alma, e indo ter com os principais sacerdotes, negociou entregar Jesus por 30 moedas de prata. Desde então, buscava uma ocasião para tal perfídia. (Mateus 26:14-16). Judas era cobiçoso, e não podendo conformar-se com a natureza da missão de Jesus, foi-se fortalecendo aquele sentimento, até que satanás achou seu instrumento “e entrou nele”. (João 13:27). Com tudo isso não se separou de Jesus, foi de Betânia a Jerusalém; esteve com ele no Getsemani; e na última ceia, sendo lavados os seus pés pelo salvador, e perguntando como os outros Apóstolos: “Sou Eu aquele que o há de trair?” (Mateus 26:25). E completou a sua infâmia, entregando com um “BEIJO” o Mestre.
Era um costume da época os homens beijarem a barba em sinal de reverência à autoridade, o beijo então era um gesto de amor, respeito, lealdade e reconhecimento. O beijo também podia ser visto como amigo íntimo da justiça e da paz, mas naquele momento o beijo de Judas foi um beijo que demonstrou um Carinho Fingido, Beijo que denunciou, beijo de morte. Apenas traição. O que aumentou ainda mais a tristeza de Jesus. (Lc 22:48). Um Discípulo, um amigo, um filho que o traíra, o entregando aos seus carrascos. Praticada a vil ação, foi atormentado pelo remorso. Foi nesse estado de sua alma que ele lançou aos pés dos sacerdotes as trinta moedas de prata, sendo por eles escarnecido. (João 17:12) Não havendo para ele esperança, o Filho da Perdição retirou-se e foi enfocar-se. (Mateus 27:5).

LAMENTÁVEL FIM...

Nem você, e nem eu almejamos um fim tão trágico. Mas esse fim lamentável foi só conseqüência do meio. Você e eu nos gabamos constantemente de fazermos tudo de bom que os outros Apóstolos fizeram, mais que isso, temos um discurso de juízo sem fim em relação a outros, quando na verdade, em muitas ocasiões, se não na maioria delas, agimos como Judas e não como os outros Apóstolos.
“Eu não traio Jesus”, você pode dizer. A traição começa logo quando criamos expectativas em relação ao outro, e termina quando vemos que geralmente essas expectativas não são supridas. Quando nos convertemos, prometem a nós (os outros, não Cristo), uma vida repleta de Alegrias e prazeres, que não iremos mais sofrer, que você agora terá um emprego decente, que seu marido vai se converter. O verdadeiro mar de rosas. E então nós fazemos um Compromisso eterno com Cristo, de fidelidade, de que o amaremos e seguiremos para o resto de nossas vidas. Com o tempo você descobre que toda essa conversa, que a tal “Confissão positiva” e que a “Teologia da Prosperidade” não passam de falácias anti-bíblicas pra lotar igrejas. Você começa a ver que Cristãos sofrem, e muito. Jesus, condenado à morte de cruz. Jó, preso a dias de dor. Paulo, prisões e sofrimentos sempre o esperavam...

Nossas Expectativas se desvanecem e deixamos de olhar para o Autor e Consumador da nossa fé. Começamos a questionar em nosso coração o amor de Cristo por nós, afinal, seguimos a Ele, e Ele nos deve uma vida perfeita. Mas Jesus nunca nos prometeu uma vida perfeita, Ele mesmo disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o Mundo.” (Jo 16:33) e que poderíamos encontrar Paz n’Ele. Traímos quando não damos de comer, quando não damos de beber, quando não acolhemos, quando não vestimos, quando não visitamos os enfermos e os presos. Traímos quando pecamos, quando apontamos o dedo para o nosso próximo, quando duvidamos do seu Amor, traímos quando não Tomamos a cruz de Cristo e o Seguimos. Mas para a nossa traição temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, O Justo. (I Jo 2:1), Podemos encontrar n’Ele lugar de arrependimento, e então Beijar sua face. O Beijo do amor, o Beijo do reconhecimento, o beijo da lealdade e não o Beijo da Morte: O Beijo de Judas. Em Cristo somos perdoados e encontramos vida, e vida em abundância.

TRAIR JESUS NÃO PRECISA SER A SUA ESCOLHA. VOCE PODE AMÁ-LO ATÉ O FIM, LEMBRANDO QUE TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE O AMAM, E QUE A LEVE E MOMENTÂNEA TRIBULAÇÃO REDUNDARÁ EM ETERNO PESO DE GLÓRIA.


Graça seja com vocês.
Drik's


 
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